A metodologia
Uma aliança atlântica ao serviço da governação europeia
O projeto GRAAL assenta numa parceria estruturada que reúne 11 parceiros principais e 15 parceiros associados até à data, provenientes dos quatro Estados Membros do Espaço Atlântico: França, Espanha, Portugal e Irlanda.
Esta aliança integra autoridades públicas, agências nacionais, regiões, autarquias, universidades, centros de investigação e redes europeias, permitindo cruzar expertise técnica, capacidade institucional e enraizamento territorial.
A organização da parceria reflete diretamente a metodologia do projeto: cada parceiro lidera um eixo estratégico, contribuindo de forma transversal para as restantes componentes.
Compreender melhor e valorizar os projetos existentes
O Cerema coordena o trabalho de análise dos projetos já financiados no Espaço Atlântico. O objetivo é simples: identificar o que funciona, o que pode ser melhorado e como disseminar melhor os resultados.
A constituição de um inventário estruturado dos projetos é assegurada pela PMBA, com o apoio da ERNACT e do conjunto dos parceiros. Esta base de conhecimento permite reunir os dados disponíveis e torná los utilizáveis à escala atlântica.
As dimensões transversais, em particular ligadas à inovação e ao digital, são analisadas sob a liderança da ERNACT, para identificar complementaridades entre temáticas e territórios.
Este trabalho fornece os dados e ensinamentos que alimentam as etapas seguintes do projeto.
Colocar os atores em rede e reforçar o diálogo estratégico
A IH Cantabria lidera a criação e dinamização do Atlantic Area Environment Policy Lab. Este espaço promove trocas entre promotores de projetos, especialistas e autoridades públicas em torno dos desafios ambientais do Espaço Atlântico.
A análise dos resultados dos projetos à luz das políticas públicas é coordenada pela AZTI, com a participação de todos os parceiros e parceiros associados. O objetivo é avaliar concretamente o contributo dos projetos para as prioridades ambientais.
A redação de um documento estratégico para facilitar a integração dos resultados nas políticas regionais, nacionais e europeias é liderada pela CCDR LVT, em ligação com todos os parceiros. Este trabalho transforma os ensinamentos dos projetos em orientações operacionais.
Construir roteiros e planos de ação comuns
O desenvolvimento de roteiros temáticos, em cooperação com as partes interessadas, é coordenado pelo Forum Oceano. Estes roteiros identificam prioridades partilhadas e projetos estruturantes para os próximos anos.
Os planos de ação transnacionais entre autoridades públicas são liderados pela CPMR, com o contributo de todos os parceiros e parceiros associados. Visam reforçar a cooperação entre territórios em torno de temas estratégicos comuns.
A ligação a incubadoras e a dispositivos de inovação é assegurada pelo RDI Hub, para apoiar o surgimento de novos projetos resultantes destas dinâmicas coletivas.
Formular propostas para o futuro
A reflexão sobre uma melhor coordenação dos financiamentos é conduzida pela CPMR, em articulação com o Cerema e a PMBA, com vista a facilitar o desenvolvimento de projetos complementares e coerentes à escala atlântica.
As propostas de melhoria do Programa Espaço Atlântico são elaboradas sob a coordenação da Atlantic Cities, com o apoio de especialistas temáticos.
Por fim, as recomendações destinadas à evolução das políticas europeias são coordenadas pelo Cerema, com todos os parceiros e parceiros associados. Baseiam se na análise dos projetos, nos diálogos estratégicos e nos contributos dos territórios.