A Atlantic Area Community of Practice – AA CoP

Em todo o Espaço Atlântico, uma vasta gama de projetos, iniciativas e quadros políticos contribuem para responder aos principais desafios ambientais e da economia azul. Estes esforços geram conhecimentos, ferramentas e soluções valiosos, mas a sua integração nos processos políticos permanece desigual entre setores e níveis de governação.

A AA CoP foi criada no âmbito do projeto GRAAL para colmatar esta lacuna. Proporciona um espaço estruturado de diálogo e colaboração, apoiando a interpretação, o alinhamento e a apropriação dos resultados dos projetos em relação às prioridades políticas da UE e do Atlântico.

A AA CoP centra-se em conectar o conhecimento existente com os processos de tomada de decisão, promovendo a coordenação, a aprendizagem mútua e o intercâmbio relevante para as políticas públicas. Funciona através de uma Comunidade de Prática, reunindo decisores políticos, autoridades de gestão, investigadores, indústria e sociedade civil para fomentar a colaboração, o intercâmbio de conhecimentos e o diálogo orientado para as políticas públicas em todo o Espaço Atlântico.

Junte-se à nossa comunidade

Convidamos especialistas, decisores políticos e partes interessadas envolvidos em políticas e iniciativas ambientais no Espaço Atlântico a juntarem-se à Comunidade de Prática do Policy Lab do Espaço Atlântico (AA CoP).

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Por que é importante

O Espaço Atlântico enfrenta desafios ambientais e de governação partilhados que exigem uma coordenação mais forte entre projetos, políticas e instituições. Neste contexto, a AA CoP contribui para reforçar a relevância política e o impacto dos resultados anteriores de projetos financiados pela Europa, através de:

  • identificação de lacunas políticas, barreiras e estrangulamentos na implementação;
  • facilitação de um diálogo estruturado entre projetos, decisores políticos e partes interessadas;
  • apoio à tradução dos resultados dos projetos em conhecimentos relevantes para as políticas públicas;
  • promoção do intercâmbio de conhecimentos, ferramentas e práticas entre setores;
  • reforço da coordenação entre iniciativas e níveis de governação;
  • apoio ao co-desenvolvimento de soluções relevantes para as políticas públicas.

Enfoque temático

O Policy Lab está estruturado em torno de cinco áreas temáticas:

Energia marinha

A energia marinha no Espaço Atlântico caracteriza-se por desafios relacionados com a segurança do abastecimento energético, o desenvolvimento de cadeias de valor regionais, a falta de regulamentação que apoie novos projetos de energia marinha renovável, e a necessidade de grandes infraestruturas (por ex. portos) para fabricar e montar componentes. Outras questões incluem o desenvolvimento de ligações a redes inteligentes e a aceitação social tanto dos projetos como da utilização do espaço marítimo.

Poluição oceânica

A poluição oceânica no Espaço Atlântico caracteriza-se por desafios relacionados com a necessidade de métodos harmonizados de monitorização e avaliação (por ex. sensores e normas de qualidade ambiental), a identificação de poluentes e pontos críticos de poluição, e a avaliação dos efeitos da poluição. Outros aspetos incluem o desenvolvimento de soluções baseadas na natureza, a melhoria do tratamento de águas residuais, o estabelecimento de sistemas de monitorização e indicadores, bem como a fragmentação da governação, a falta de envolvimento das partes interessadas e a necessidade de aplicar práticas bem-sucedidas em todo o Atlântico.

Costas resilientes a desastres

Esta área temática está alinhada com o Objetivo 6, "Uma maior resiliência costeira", do Pilar IV do Espaço Atlântico, "Oceanos saudáveis e costas resilientes", bem como com outras iniciativas europeias e internacionais relevantes relacionadas com a adaptação às alterações climáticas e a gestão de riscos de desastres. Promove uma abordagem integrada de gestão de riscos de desastres, abordando tanto os perigos climáticos como os não climáticos numa perspetiva multi-riscos.

A erosão e as inundações costeiras estão entre os principais desafios que as zonas costeiras enfrentam. Neste contexto, as medidas de adaptação, preparação e prevenção são essenciais, juntamente com a capacidade de antecipar e responder eficazmente a crises relacionadas com riscos.

Para o conseguir, os avanços científicos e técnicos precisam de ser eficazmente traduzidos na prática através de mecanismos de transferência de conhecimento. Ao mesmo tempo, o reforço da governação e o desenvolvimento de bases de conhecimento partilhadas são cruciais para apoiar uma tomada de decisão informada. Neste sentido, a área temática visa conectar as políticas, a ciência e a prática, fomentando a colaboração entre as partes interessadas.

Por fim, os recursos adequados são a pedra angular desta abordagem. Garantir mecanismos de financiamento eficazes para a resiliência costeira é, portanto, um componente essencial desta área temática.

Preservação da natureza

A preservação da natureza no Espaço Atlântico caracteriza-se por desafios relacionados com o cumprimento das metas de áreas marinhas protegidas para 2030 (incluindo a Rede Natura 2000), a recuperação do bom estado ambiental e a implementação das regulamentações relativas à natureza. Outros aspetos incluem garantir a sustentabilidade dos setores da economia azul e abordar questões de governação, financiamento, monitorização e sensibilização pública e cidadã.

Turismo sustentável

O turismo sustentável no Espaço Atlântico caracteriza-se por desafios relacionados com a melhoria das condições de trabalho e das competências no setor do turismo, a redução da sazonalidade através de uma melhor distribuição dos fluxos turísticos, e a monitorização das pressões ambientais (por ex. o uso da água em zonas turísticas). Outros aspetos incluem a melhoria da coordenação da gestão energética e hídrica e a harmonização das regulamentações para plataformas de alojamento de arrendamento.

Integra também três prioridades transversais:

Digitalização e inovação

A digitalização e a inovação estão ligadas ao desenvolvimento de experiências turísticas e ao estabelecimento de sistemas de monitorização e indicadores nas diversas áreas temáticas.

Economia circular

A economia circular está ligada à redução de resíduos, às práticas de reciclagem e à redução da poluição, particularmente em relação ao lixo marinho.

Governação

A governação caracteriza-se por desafios relacionados com a fragmentação, a falta de coordenação entre níveis, a indefinição de papéis e responsabilidades, e a necessidade de um maior envolvimento das partes interessadas e de disseminação dos resultados.

Quem somos?

Governação da AA CoP

A AA CoP funciona através de uma estrutura flexível e colaborativa concebida para apoiar a coordenação, mantendo-se aberta e adaptável.

  • Equipa de coordenação
    Uma equipa central de facilitação assegura a coerência geral e o alinhamento com os objetivos do projeto GRAAL.
  • Facilitadores temáticos
    Os parceiros do projeto apoiam a organização das discussões nas diversas áreas temáticas.
  • Membros da comunidade
    As partes interessadas de todo o Espaço Atlântico contribuem para a CoP através de uma participação ativa.
  • Atores políticos
    As autoridades de gestão e as instituições públicas garantem a relevância política e a apropriação dos resultados.

A AA CoP funciona como um mecanismo de facilitação e não como um órgão formal de governação, apoiando a interação e a coordenação entre setores e territórios.

Membros da AA CoP

A AA CoP reúne partes interessadas de todo o Espaço Atlântico, incluindo/

  • Autoridades públicas
  • Instituições de investigação e académicas
  • Atores do setor privado
  • Organizações da sociedade civil
  • Parceiros de projetos e partes interessadas associadas

Esta diversidade reflete a complexidade da governação ambiental e apoia processos de diálogo inclusivos e baseados em evidências.

Como funciona

👉 O Policy Lab do Espaço Atlântico combina evidência técnica com diálogo participativo através de um processo estruturado e iterativo. A sua implementação segue 3 fases principais:

1. Fase de diagnóstico de referência
Identificação dos principais desafios, lacunas e necessidades nas áreas temáticas.

2. Fase de integração
Alinhamento dos resultados e validação de soluções à escala atlântica.

3. Fase de emparelhamento estratégico e escalamento
Promoção da apropriação, replicação e integração de soluções nas políticas públicas.